Escola de Santos

A serva de Deus Edel Quinn  -  1907/1944

 

Um dia, em 1937, um padre alemão levava uma moça irlandesa para a Legião de Maria ao encontro de sua missão, a muitas milhas na África. Eles foram num rio em que a enchente era tanta que a ponte que o atravessava não podia ser vista. Ele pensou em voltar quando moça gritou:

 

“Ó Pai, vamos, por favor! Estou certa que Nossa Senhora vai proteger-nos” Ele estava horrorizado, mas achou que não poderia duvidar de tanta fé. Alguns homens formaram uma corrente humana para verificar se a ponte ainda esta lá. Estava, e assim ele dirigiu sem ver nada. A água encheu o motor, a parte elétrica, mas a enchente carregava o carro, sempre inclinando-o para a parte mais larga. Ele secou a ignição e tentou parar. O carro boiava e eles estavam na hora da reunião.

 

A moça era Edel Quinn e este incidente era típico de sua história. Em 1936, ela tinha saído de Dublin para fundar a Legião de Maria no leste e centro da África.

 

As dificuldades eram enormes, mas ela sempre encontrava as saídas com coragem e fé. Quando os outros vacilavam, sua resposta era sempre a mesma: “Por que vocês não crêem em Nossa Senhora?” ou “Nossa Senhora cuidará de todas as coisas”.

 

Nos primeiros oito anos, sua saúde começou a diminuir, ela trabalhava num vasto território e sob seu comando centenas de Praesidia e enormes Conselhos foram fundados na sua base segura. Como resultado, milhares de africanos foram levados para a Igreja a trabalharem na evangelização a união com Deus sustentada pelas constantes orações.

 

A Eucaristia era o centro de sua vida: “Que desolação seria a sua vida sem a Eucaristia”. Ela escreveu. Sua devoção a Maria foi marcada pela dedicação e amor às crianças e total generosidade (caridade). Ela disse que jamais poderia negar Nossa Senhora para tudo que pensasse ou quisesse. O terço de Maria estava sempre em suas mãos.

 

Edel morreu em Nairobi, dia 12 de maio de 1944. Em 1957, o Arcebispo de Nairobi iniciou o processo para sua beatificação , e muitos documentos foram examinados, tanto na África, como na Irlanda. Seus depoimentos (testemunhos)  publicados pelo Holy See, pontua, mão somente sua excepcional santidade, mas a santidade nas mais atrativas formas de seu viver. As palavras AMOR, ALEGRIA, PAZ, são as que mais aparecem em todos os seus testemunhos.

 

O Vigário Geral de Mauritius pregou para muitos, quando dizia: “Eu quero ressaltar e enfatizar sua alegria constante, ela sempre estava sorrindo: estava sempre à disposição do povo, nunca negando seu tempo a eles”. .

 

E para Holy See que é encaminhado o julgamento de sua santidade. Em pouco tempo, centenas de bispos escreveram ao Papa em favor de sua causa, mais que deles, sabe-se do peso de especial relevância, das afirmações do povo jovem de nossos dias.

Edel, nas palavras de um Cardeal espanhol era a imagem da eterna juventude da Igreja.

 

 

A venerável Edel Quinn – Exemplo de fé

 

A edição inglesa do jornal do Vaticano, datada de 21/22 de dezembro de 1994, inseria uma lista publicada pela Congregação para a Causa dos Santos, de 17 Decretos, aprovados na presença do Santo Padre.

 

Entre as 17 pessoas nomeadas, 16 são bispos, sacerdotes ou religiosos. Só uma é leiga, Edel Quinn, apresentada como uma “leiga” da Legião de Maria, nascida a 14 de setembro de 1907, em Greenane, perto de Hanturk (Congado de Cork), Irlanda e falecida aos de maio de 1944, em Nairobi no Quênia.

 

“Venerável” é o título dado a alguém  que, embora não tenha não tenha ainda sido proclamado santo, ou mesmo bem-aventurado se considera, no pensar da Igreja, ter vivido as virtudes cardeais e teológicas em grau heroico. É permitido o culto particular a quem recebe o título de Venerável.

 

“Virtude heroica” é a pratica exemplar das quatro virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança) e das três virtudes teológicas ( fé, esperança e caridade), por um longo período de tempo, de serviço digno e justo. A prova da prática das virtudes heroicas por parte de um servo ou serva de Deus é considerada crucial no processo de canonização.

 

É interessante notar que, das 17 pessoas apresentadas, só uma nasceu depois de Edel. Seis terminaram a vida antes da aurora do século vinte. Só uma religiosa espanhola era mais jovem que Edel, quando morreu.

 

Pertencer à Legião de Maria era para Edel o mesmo que fazer parte de uma Congregação ou sacerdócio eram para outros veneráveis como ela.

 

A Sagrada Congregação apresenta dezesseis veneráveis religiosos, como bispos ou fundadores de Congregações ou irmãs, por exemplo, e somente Edel como leiga.

 

Mas Edel não é uma simples leiga, é uma leiga da Legião de Maria. Apresentando Edel como modelo de virtudes heroicas, a Igreja, automaticamente, apresenta a Legião de Maria como caminho de santidade aos fiéis.

 

Edel Quinn é presentemente honrada como venerável porque abraçou e praticou em grau heroico a maneira de viver ensinada no Manual da Legião de Maria.

 

Edel nos diz isso ela mesma. Eis algumas de suas palavras: “Para mim, a Legião vem antes de tudo o mais. Comecemos a Legião e o resto vem depois. A Legião será resposta a todos os problemas. Devo empenhar toda a minha energia no serviço da Legião Procuro insistir que a Legião é para todos e cada um”.

 

A maior necessidade da Igreja em todos os tempos é a de santos. Todos os católicos são chamados à santidade. A missão da Igreja vem expressa da melhor forma no Capítulo 40 do Manual. É difícil mostrar nos escritos dos santos, através dos séculos, uma mais excelente declaração do que é de fato o chamamento, o desafio da Igreja a todos os seus membros. Aqui está:

Que pensar da ordem de Nosso Senhor aos Apóstolos, chamada a sua vontade, o seu testamento…

Revestia-o já a majestade da Trindade augusta, enquanto ordenava: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Estas palavras são a chave do Cristianismo.

 

 

Quando Jesus disse a toda criatura, queria dizer de fato todos os homens… A Legião deve ter a obsessão desta última ordem do Senhor” (40.1)

 

Edel Quin tinha a obsessão desta ordem do Senhor. Mas ela recebeu também uma outra graça especial. Foi a de compreender o lugar de Maria no plano redentor de Deus: “Demo-nos completamente a Ela!” – insiste – “para sermos totalmente d’Ele, para sermos consumidos incessantemente.

 

Lemos na vida de Edel as dificuldades com que foi confrontada. Primeiro, aos católicos africanos mostravam-se incrédulos, mesmo desconfiados com o fato de uma senhora se interessar por eles.

 

Mais que ela animasse aquele povo a trabalhar no apostolado.

Nunca tinham ouvido falar de semelhante coisa. Sempre haviam considerado o trabalho apostólico como pertencente aos sacerdotes e catequistas. Produziu neles um choque ter tomado consciência de que difundir a fé também era seu dever.

 

Lemos depois os problemas físicos que enfrentou: milhas e milhas de viagens, com chuva, rios a extravasarem as estradas intransitáveis, excessos de calor e de lama. Os missionários viam essa jovem doente fazer aquilo a que nenhum deles era capaz de se aventurar.

 

De manhã longas viagens de centenas de quilômetros, de pé, em caminhões sem conforto, estando de regresso pela uma da tarde. Enquanto os missionários gozavam a sesta, Edel recomeçava o trabalho até a noitinha. Eram reuniões de Praesidia, entrevistas e numerosos outros deveres.

 

Os sacerdotes viram-na coberta de lama dos pés à cabeça. Sabiam que passava muitas horas sem se alimentar, conheciam as tempestades tropicais que ela encontrava, chuvas torrenciais, noites passadas sozinha com o motorista nas florestas, rodeada de animais selvagens, desconhecendo se viria alguém em seu socorro ou não.

 

Quando regressava à casa, vinha sempre sorridente, referindo-se aos acontecimentos como vulgaridades.

Uma coisa a tornava capaz de enfrentar tudo isso – a sua união com Maria. “Voltai-vos para Maria em todas as circunstâncias” – diz ela – “para que vos ensine a amar a Jesus, a servir o Pai, a tomardes uma atitude de criança – confiando inteiramente, nunca duvidando, manifestando uma ternura amorosa em todas as coisas”.

 

É importantíssimo compreender o alcance do que acontece. Pela primeira vez, uma das Congregações da Curia Romana pediu à Igreja para notar que pela fidelidade à regra da Legião de Maria, um dos seus membros se tornou capaz de praticar as virtudes teológicas e cardeais de forma heroica. Há vários tipos de organismos administrativos na Santa Sé. Os mais importantes e os que têm maior autoridade são as Congregações. Existem dez. As Congregações não agem por autoridade própria, mas por autoridade delegada pelo Papa. Por isso, não devemos subestimar a importância deste decreto dum corpo administrativo supremo da Igreja, sobre Edel Quinn.

 

Devemos procurar informar-nos mais sobre ela. Conhece-la melhor. Devemos imitá-la como modelo de santidade. Ela ensina-nos o que significa amar verdadeiramente a Igreja. Procuremos imitar sua fé, sua castidade, o seu zelo apostólico, o seu amos à Eucaristia, a sua compreensão do mistério da Cruz, a sua entrega completa a Maria, a sua alegria, a sua humildade e outros (a lista seria infindável).

 

 

Devemos estar certos de que Edel Quinn e tudo o que ela significa nunca se afaste do nosso espírito de legionários e que a realidade da devoção que lhe consagramos se torne evidente em tudo o que acontece nos nossos Praesidia e nas reuniões de Conselhos.

Cônego Francis Ripley

 (Dir. Esp. do Senatus de Liverpool)

In “Maria Legioflis”

 

 

UM MILAGRE

 

Neste dia (14/03/2009), acordei de madrugada com dores de cabeça do lado esquerdo. Era uma dor que dava a sensação de aperto, seguido de um mal estar geral. Tomei um analgésico e continuei de repouso. Após mais ou menos 4 horas, sem nenhuma melhora, procurei um hospital e, chegando lá, tudo complicou mais ainda. Saí do carro carregada, porque eu não conseguia andar. Fui encaminhada para a “Emergência”, sendo avaliada, medicada, monitorizada, e encaminhada para exames especializados (Tomografia cerebral, punção de líquido na coluna toráxica, exames de sangue e angiorressonância magnética do encéfalo). O resultado não foi dos melhores. Eu estava com uma pequena dilatação da artyéria cerebral (aneurisma). O impacto ao receber o diagnóstico foi muito grande, seguida de tristeza, desespero e agonia. Chorei muito por vários dias. A minha vida deu uma virada de 360. Não podia fazer nada, só ficar de repouso e tomar medicação para dor. E comecei a fazer exames complementares e o risco cirúrgico.

 

No dia 17/04/2009 fui submetida à arteriografia cerebral. E o resultado foi surpreendente e muito feliz. Não foram encontradas mais evidências do aneurisma. Quero dizer: eu estava curada. Fui curada através da generosidade dos familiares e amigos que me deram muito apoio através da corrente de orações e preces que recebi de todos. Em especial das preces a Edel Quinn. Agradeço a todos que dedicaram as preces em intenção da minha cura. Recebi um grande milagre. Fui curada através da fé e da oração.

 

Rozimei Maria Rodrigue

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